Migração de data center para multi-cloud em três fins de semana
Um varejista regional, 380 lojas, e a decisão de não terceirizar o terror operacional.
Não somos a tecnologia que imaginam que você precisa.
Somos a engenharia que o sistema merece.
Durante quatorze meses, acompanhamos uma cooperativa do interior de Minas Gerais migrar um sistema COBOL de 1998 para uma arquitetura distribuída — sem janela de manutenção, sem perda de transação, sem teatro corporativo. O que segue é um relato técnico em três atos: leitura de campo, redesenho cauteloso e a coreografia de cutover por região.
LER A EDIÇÃO COMPLETA →Cada edição reúne um caso real, suas decisões técnicas e o que aprendemos com a entrega. Sem pirotecnia.
Um varejista regional, 380 lojas, e a decisão de não terceirizar o terror operacional.
Por que descartamos o XGBoost e voltamos ao bom e velho ARIMA — quase.
Uma metodologia para auditar débito técnico antes de qualquer reescrita.
O atacante já estava lá há onze meses. Ninguém tinha olhado os logs do GitHub Actions.
A história do bounded context que ninguém queria desenhar — porque dava trabalho.
Era 11 dias. Passou para 4 horas. O segredo não era o software — era cortar três processos.
Software não tem pressa. Tem ciclo. Como a Lua, como a maré, como o trabalho que dura.
Migrações apressadas, refatorações teatrais, painéis que ninguém lê. Vivemos a década das entregas barulhentas.
Voltamos para o ofício devagar.
Para a leitura paciente do código alheio.
Para o sistema que ainda funciona em 2032.
Cada edição do Sistema Lunar começa com leitura de campo. Vamos até o cliente, lemos o código com os olhos de quem ainda não fez julgamento, sentamos com quem opera o sistema todo dia. Só depois desenhamos qualquer coisa.
Publicamos uma carta por mês. Não publicamos quando não há substância para publicar. Não escrevemos para gerar tráfego — escrevemos para registrar o que aprendemos. As entregas vêm dessa mesma cadência: lentas no diagnóstico, decididas no cutover.
A equipe é pequena por convicção. Sete engenheiros sêniores, dois pesquisadores, uma editora, um designer de sistemas. Recusamos mais projetos do que aceitamos. É como conseguimos manter a profundidade dos relatos.
CONHECER O ESTÚDIO →Quatro envios por ano. Cartas longas, sem resumos automáticos. Cancelamento por um clique, com o respeito que a LGPD pede.